Novo palco

Novo palco

 

Numa Fortaleza que fervilha de grupos de teatro e ideias de espetáculos, a oferta de palcos é uma questão a ser debatida. Para além dos locais públicos, os integrantes destes mesmos grupos procuram agir de forma independente. Foi assim que o Grupo Pavilhão da Magnólia e a Cia. Prisma de Artes se juntaram no projeto da Casa Absurda, novo espaço cultural da Cidade. O Pavilhão, como recupera o ator e diretor do grupo Nelson Albuquerque, já realizou ocupações nos teatros Universitário e Carlos Câmara, além de ter criado o Cena Casarão com a Cia. Prisma, o Grupo Expressões Humanas e o Teatro de Caretas. “Após essas experiências, e diante do caos político que se apresentava para a cultura em 2019, sentamos com a Cia. Prisma de Artes e conversamos sobre a possibilidade de abrirmos um espaço que viesse atender a uma demanda comum aos dois grupos”, estabelece.

O Pavilhão é formado por Nelson, Silvianne Lima, Jota Junior Santos, Beethoven Cavalcante, Alessandra Eugênio, Denise Costa e Eliel Carvalho, enquanto a Prisma é composta por Raimundo Moreira, Luisete Carvalho, Luisla Carvalho e Brenda Louise. “As funções são todas diluídas por todo mundo, todo mundo faz alguma coisa, está envolvido em alguma equipe da casa”, explica Nelson, que respondeu às perguntas da reportagem em consenso com todo o coletivo.

A Casa Absurda abriu em novembro passado, mas é agora que se estabelece como espaço cultural com o início da Temporada Absurda, que recebe espetáculos nos fins de semana dos próximos três meses. “Pensamos primeiramente em apresentar um painel da formação na Cidade, que se dá através dos cursos realizados por grupos e artistas. Assim, convidamos espetáculos oriundos do Curso Princípios Básicos de Teatro do TJA, Curso Livre de Práticas Teatrais (CPLT) do Cangaias e do Curso da Cia Teatral Acontece (CITA) no intuito de trazer a nova cena e mostrar a Casa a outros públicos que normalmente não vão ao teatro”, explica sobre a programação de fevereiro. Neste fim de semana, a Casa recebe Tempo Zero (dias 8 e 9, às 20 horas) e Putz – A Menina Que Buscava o Sol (dia 10, às 17 horas). A temporada de fevereiro é composta ainda por Cadela Branca e
Chegadas e Partidas.

Em março, “a ideia é trazer um modelo de temporadas que já acontecem na Cidade, atendendo,durante o mês, públicos com um trabalho adulto e um infantil”. Serão ele, respectivamente, Cabaré das Travestidas e O Regresso Dum Barquinho de Papel (este último, em cartaz no Theatro José de Alencar. Leia mais na página 4). Em abril, a programação será voltada para a dança, com os espetáculos Iracema, Tempestade e Fortaleza 2040, e, conforme adianta Nelson, para a Mostra Pavilhão da Magnólia, que comemora os 14 anos do Grupo.

“Essa primeira experiência (da Temporada Absurda) nos permitirá a criação de uma pensamento mais coletivo para a casa”, adianta Nelson. A intenção é ir além das artes cênicas. “A Casa está aberta para muitas proposições, temos um email (casaabsurda@gmail.com) e nossa proposta é dialogar com outras linguagens. Qualquer linguagem pode entrar em contato e fazer uma proposta, estamos abertos para conversar e pensar ações”, convida.

Entre outras ações adiantadas para O POVO e que ocuparão a Casa, estão as estreias do novo trabalho do Pavilhão – resultado da pesquisa “Dramaturgias da Água e da Seca” realizada no Porto Iracema das Artes e com Miguel Vellinho como tutor -, do novo espetáculo da Cia Prisma de Artes e ainda um projeto de rodas de conversa com pessoas e grupos artísticos que estiverem em Fortaleza.

Fonte: Site OPovo
2019-02-08T17:32:53+00:00